quarta-feira, 14 de maio de 2008

MAIO - NÚMERO 01 - ANO DE 2008

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Coleção Africa 2008

NAS ESCADARIAS DA VIDA A ARTE SEMPRE ESTARÁ PRESENTE

Foto por Marina Caires , tirada no Java

PULA A FOGUEIRA IÔIÔ, PULA A FOGUEIRA IÂIÂ, CUIDADO PARA NÃO SE QUEIMAR, PORQUÊ A FOGUEIRA JÁ QUEIMOU O MEU AMOR... É ISSU PERÇUAR ISTA CHEGANU TEMPU DI SÃO JOÃO, VAMU SI PREPARANU PÁ DANÇA CUADRILHA.

Sanfoneiros: o símbolo máximo do forró.

Conheça um pouco da história desse ritmo tão nordestino.

O Forró , na verdade, são vários gêneros musicais nordestinos de origem mestiça com influência indígena, africana e européia. Possui semelhaças tanto com o Toré e o arrastar dos pés do índios quanto com os batuques africanos e o balançar dos quadris destes e, também, com as danças de salão européias. O forró é especialmente popular nas cidades de Caruaru, Mossoró e Campina Grande, onde é símbolo da Festa de São João, e nas capitais Fortaleza, Aracaju, Natal e Recife onde são promovidas grandes festas que duram a noite toda. Forró também é o nome dado a estas festas.

Rigorosamente, o Forró é um conjunto de estilos musicais relacionados, e não um único. Entre vários ritmos diferentes que são comumente identificados como Forró, destacam-se o Baião, o Coco, o Rojão, a Quadrilha, o Xaxado e o Xote.


Luíz Gonzada: o maior forrozeiro de todos os tempos.

Origem do Nome

O termo Forró, segundo o mestre potiguar Câmara Cascudo, notável estudioso das manifestações culturais populares, vem da redução da palavra forrobodó, que significa, além de arrasta-pé, farra, confusão, desordem.


Elba Ramalho: toque feminino no gênero.

É freqüente associar-se a origem da palavra forró à expressão americana for all (para todos), como um anglicismo. Para essa versão foi construída uma engenhosa estória: no início do século XX, os engenheiros britânicos, instalados em Pernambuco para construir a ferrovia Great Western, promoviam bailes abertos ao público, ou seja for all. Assim, for all passaria a ser, no vocabulário do povo nordestino, forró (a pronúncia mais próxima). Outra versão da mesma estória substitui os ingleses pelos americanos e o Pernambuco do início do século XX pela Natal do período da Segunda Guerra Mundial, quando uma base militar dos Estados Unidos foi instalada na cidade. Apesar de jocosa a versão, não há sustentação para a origem anglicista do termo, mesmo porque em 1937, 5 anos antes da instalação da referida base, a palavra forró já se encontrava registrada na história musical através da gravação fonográfica de “Forró na roça”, música composta pelos autores Manoel Queiroz e Xerém.

Genival Lacerda: irreverência no forró.

Gêneros

O Forró atualmente é um grande genero musical que domina principalmente a região Nordeste do Brasil mas se espalha com sucesso por todo território nacional, atualmente o forró esta dividido em Forró Eletrônico, Forró Pé de Serra e o Forró Universitário.

Artistas consagrados

Existem diversos artistas que entre outras modalidades também contribuíram , sejam como compositores ou intérpretes, dos diversos gêneros do forró. Veja uma outra Lista de bandas de forró. Aqui constam artistas de qualidade desse gênero cujas letras são de extrema qualidade musical.

Alceu Valença
Dominguinhos
Elba Ramalho
Genival Lacerda
Jackson do Pandeiro
Luiz Gonzaga
Sivuca
Zé Ramalho

Dominguinhos: o melhor sanfoneiro do Brasil.

A Dança

O Forró é dançado em duplas, casais, que executam diversas evoluções, diferentes para o Forró nordestino e o Forró universitário. A diferença principal entre esses dois forrós é que o Nordestino tem mais malícia, sensualidade, e exige mais cumplicidade dos parceiros. O Forró universitário tem mais evoluções, mais "passos". O modo de dança no Forró Universitário é o dois-dois, e os passos principais são: a "Dobradiça" (abertura lateral como uma porta), a "Caminhada" (que ao invés de ir para os lados, caminha pra a frente ou para trás), a "Comemoração" (estilo de balançada com a perna do cavalheiro no meio da perna da dama), o giro simples, o giro do cavalheiro, o "Oito" (quando o cavalheiro e a dama ficam de costas e passam um pelo outro), e no Forró Nordestino o modo de dança é o um-um (para frente e para trás) são: a levantada de perna, e a "testada" (o cavalheiro e a dama encostam as testas).

Fonte: Wikipedia



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Caricatura de Luiz Gonzaga feita por Ique

ENTREVISTA COM O MESTRE LUIZ GONZAGA

Aqui está uma entrevista reveladora e deliciosa que Gonzaga concedeu ao jornal O PASQUIM em 1971. A entrevista foi transcrita do livro : “O Som do Pasquim – Grandes entrevistas com os astros da Música Popular Brasileira – Ed. Codecri, RJ, 1976 – Págs. 89/100

“A gente não se perdoa de só agora, na edição número 111 (17 a 23/08/1971), entrevistar uma das figuras mais quentes, mais importantes, mais talentosas da nossa música popular: Luiz Gonzaga, o velho Rei do Baião, nordestino legítimo de cara, alma e coração. Pra compensar nosso atraso, resolvemos (modéstia à parte) dar um banho em matéria de Luiz Gonzaga. Após a entrevista, ele apanhou a sua sanfona no carro e deu um show pra gente aqui na redação. O negócio foi tão bom que juntou gente na rua. Mas isso não dá pra transcrever no jornal. Foi impossível, apesar dos nossos esforços, botar som nesta edição d’O PASQUIM.

O PASQUIM – Luiz Gonzaga, como é que você está se sentindo depois que você voltou à moda ?

GONZAGA – É danado, né ? É melhor vocês falarem de mim porque eu mesmo não sei o que sou, não sei porque falam de mim. Eu não entendo nada, eu vou levando. Pra mim tanto faz. Que é bacana é, mas deixa o povo falar. Vocês me conhecem mais do que eu próprio.

O PASQUIM – Na época que você esteve afastado do centro do Brasil você não sentiu falta ? Você nunca parou de fazer sucesso ? Quando os seus discos pararam de vender aqui no sul você continuou a fazer sucesso no interior e no nordeste, não é ?

GONZAGA – É interessante, eu nunca me senti bem fazendo caitituagem. Chegar com o disco debaixo do braço e pedir pra tocar, eu sempre achei isso horrível. Eu sabia que se eu caitituasse, se pedisse, se implorasse eu conseguiria alguma coisa, mas meu temperamento não permitia. Uma vez eu procurei um disque jóquei meu conhecido, pela afinidade de termos trabalhado na Mayrink Veiga juntos e ele ser madurão como eu, pedi pra ele tocar uma música minha no programa dele e ele me disse: Gonzaga, você tem que compreender que agora é a juventude, você já era, isso já passou, me desculpe a franqueza. Aí eu botei minha viola no saco e fiquei com vergonha de chegar em casa. Fui pra Miguel Pereira, sumi. Então, daí pra cá eu fechei o balaio. Eu vou dizer só as iniciais do nome dele: Isaac Zaltman.

O PASQUIM – Mas você continuava enchendo praça, auditórios, circo, teatro, no interior do Brasil. Não é ? Ou você estava parado ?

GONZAGA - Tem provérbio que diz: Deus escreve certo por linhas tortas. Eu acho que estava fazendo um trabalho sério sem saber que estava fazendo. Eu pegava os patrocinadores, botava nas costas e ia cantar pro povo nas festas. Eu, dificilmente, dava espetáculo no cinema, no teatro, pra cobrar, pro povo me ver cantar. Eu cantava de graça na praça para o povo. Então eu consegui reunir as maiores platéias. Daí os meninos iam me assistir, os futuros gênios como Gil, Caetano e outros daí saiam querendo tocar sanfona.

O PASQUIM – Você gostou da gravação de “Asa Branca” do Caetano ?

GONZAGA – Comentar se eu não gostei ou gostei pra mim não e muito fácil porque eu gosto demais do Caetano, gosto mesmo. Achei o trabalho dele importante, mas eu não posso comentar porque eu gosto demais. Enfim, gostei.

O PASQUIM – Aquela história que acabou virando folclore aqui no Rio e ninguém sabe até hoje se é verdade ou mentira, que os Beatles ia gravar “Asa Branca”, é verdade ?

GONZAGA – Gostem ou não gostem eu vou explicar aqui o que aconteceu porque é oportuno e O PASQUIM é o mais decantado. Aquilo foi uma brincadeira do Carlos Imperial. Ele tinha um programa no Canal 13 em que ele denunciava a semelhança do movimento jovem com a minha música, com o meu xote. Mas ninguém dava bola, ninguém ouvia. Um dia ele me convidou e fui lá pra ele tirar a prova dos nove. Eu cheguei e tal, até não me entusiasmei muito, mas ele realizou o trabalho dele. Mas ele ficou danado e um dia ele me disse: esses caras vão me ouvir. Ele dizia que a jogada dos Beatles tinha uma semelhança muito grande com a nossa música nordestina. Aí um dia ele chegou no programa e disse: “eu falava, ninguém me ouvia, agora está aí Quem vai me contradizer agora ? Os Beatles acabam de gravar “Asa Branca”, do Luiz Gonzaga. Aí todo mundo correu em cima. Os Beatles vão gravar Luiz Gonzaga. Chama pra programa, paga cachê e não sei o quê. Gravei programas, ganhei dinheiro e o Carlos Imperial na maior gozação do mundo. Aí fomos comemorar o negócio em Guarapari.

O PASQUIM – Você não acha que o baião é um som realmente mais internacional de todos os ritmos que nós temos ?

GONZAGA – Eu acho que sim porque ele não dificulta nada. É um ritmo ao alcance de todos. Muitas vezes a gente escuta na rádio um baião super moderno, eu fico doido pra que termine a música, pra dizerem o nome do intérprete, mas não sei porque atualmente não se dá mais o nome de quem está cantando. Isso é uma moda infeliz.

O PASQUIM – Mas do patrocinador eles não esquecem.

GONZAGA – Mas vez por outra eu escuto o nome do intérprete e é sempre um estrangeiro. E é baião mesmo, gostoso, do bom. Se o baião tivesse a promoção que o samba tem, ah meu irmão, o Brasil estava muito bem servido.

O PASQUIM – O gênero baião, a batida existia já no nordeste antes de você e Humberto Teixeira trazerem pro sul ?

GONZAGA – Com esse nome. Eu tirei justamente do bojo da viola onde o cantador faz o tempero para o improviso, para o repente. Ele costuma cantar fazendo o ritmo no bojo da viola e o dedão vai comendo nos bordões. Eu peguei essa batida, criei um jogo melódico e o Humberto Teixeira botou a letra.

O PASQUIM – Qual a diferença entre baião, xaxado e xote ?

GONZAGA – Xaxado é dança de cangaceiros. Os cangaceiros de Lampião por não terem mulher pra dançar, quando eles comemoravam um feito qualquer eles faziam aquela roda e dançavam batendo no rifle e faziam o xaxado. Depois de eu ter criado o xaxado, eu vim saber que não era nada menos do que o corta-jaca. Se eu tivesse criado uma batida e um tipo de música eu tinha me lascado todo. Do corta-jaca só saiu o joguinho da ponta do pé. Eu criei o xaxado que hoje é o que vocês chamam de moderno que tem aí. O xaxado lento deu essa toada moderna que o mundo inteiro está cantando por aí. O Luizinho pode confirmar isso.

O PASQUIM – E o xote ?

GONZAGA – O xote veio do estrangeiro. Então, nós lá no sertão criamos o xote malandro, xote de pé de serra, xote de forró, de dança de matuto que é mais do estilo do escocês. É um xote mesmo nosso porque ele tem uma jogada completamente diferente e temos letras jocosas, como “vem cá cintura fina, cintura de pilão.” Ele conta sempre uma poesia bonita, ou então uma história jocosa, humorística.

GONZAGUINHA – “Ovo de Codorna” é um xote. É uma história jocosa como ocorre em quase todas as letras do xote. São geralmente histórias de auto-gozação, no qual o nordestino é mestre.

O PASQUIM – Corta-jaca é o que ?

GONZAGA – Corta-jaca é esse passo de xaxado. Mas não tinha música, não tinha ritmo. Quando se falava em corta-jaca tanto fazia no choro, no samba. Era só um passo. O cangaceiro fazia isso no xaxado. Eles cantavam “Mulher Rendeira” fazendo esse passo.

O PASQUIM – Quando foi que apareceu pela primeira vez a palavra baião num disco no Brasil ?

GONZAGA – Foi justamente no “Baião número 1”, que eu me considero criador dele, junto com o Humberto Teixeira . Foi em 45, gravado por Quatro Azes e um Coringa, depois Carmem Miranda gravou, Roberto Inglês e outros estrangeiros por aí.

O PASQUIM – Você falou em “Mulher rendeira”... É possível se dizer de onde surgiu “Mulher rendeira”? Foram os cangaceiros que fizeram ou eram os cantadores que cantavam ?

GONZAGA – “Mulher rendeira” é música que saiu do bando de Lampião. Muita gente quis por a mão, mas o Lima Barreto não permitiu. Ele sabia, tinha certeza que era folclore autêntico. Era dança de cangaceiro.

O PASQUIM –Quando foi feito o filme com “Mulher rendeira”, você já estava na praça ?

GONZAGA – Já. Fui eu quem lançou o chapéu de couro no Rio de Janeiro. Naquela época quando aparecia um filme de cangaceiro muita gente via a minha cara no filme. Tinha gente que dizia assim:eu vi, você trabalhou bem. Eu dizia: mas eu não trabalhei. Naquela época já existia baião.

O PASQUIM – Você estava falando de como surgiu “Mulher rendeira”...

GONZAGA – Era a música padrão de Lampião, mas ela veio um pouco diferente. Ela era assim:
“Olá mulher rendeira
Oô mulher rendá
Chorou por mim não fica
Soluçou vai ficar”

O PASQUIM – Como é que você consegue patrocínio e as coisas aconteceram ?

GONZAGA – Devido eu viajar quase sempre com patrocinadores eu me habituei a cantar para público tão numeroso que não me sentia bem em cantar para uma platéia pequena, mesmo pagando bem. Eu me sentia sozinho. Então, era um martírio para mim ter que dar um espetáculo. Até hoje eu me sinto assim. Quando me convidam para trabalhar em uma festa, a primeira coisa que eu digo é: vão cobrar ingresso para me ver ? Se dizem vamos, eu não vou. Eu não gosto. Eu gosto de cantar para o povo livre. Eu acabei achando que fiz bem, que cobrei bem porque todo mundo me viu cantar de graça. Os patrocinadores que eu tive maiores foram: o Moura Brasil, Alpargatas Roda, Martini, Cinzano, Café Caboclo. Isso no sul. Para o norte: Aguardente Chica Boa, Serra Grande, Pitu, Casas Pernambucanas, Lojas Paulistas.

O PASQUIM – Qual foi o maior sucesso seu , o dia mais glorioso seu na praça ?

GONZAGA – Aconteceu comigo em Recife. Devido eu estar habituado a cantar pra milhares de pessoas por mais que eu pedisse pra fazer o espetáculo em praça pública, os diretores da rádio teimaram e me botaram dentro da rádio. Então, eu fui pra rádio, eu cheguei na rua onde estava a rádio e vi um público enorme interrompendo o trânsito. Eu não sabia o que estava acontecendo. Achei que podia ter sido um incêndio, qualquer coisa. Parei o meu carro e vim de pé, pelo meio do povo. Aí eu perguntei a um popular: escuta, o que houve aí ? Ele me disse: O Luiz Gonzaga vai cantar aí hoje e o povo não pode entrar porque não coube. Aí eu tive a curiosidade de observar o tamanho do público, as eu não podia, tinha que trepar em alguma coisa. Era um mar de gente. Aí eu não me contive e tive que cantar na rua.

O PASQUIM – Você é um homem rico ?

GONZAGA – Não. Sou um homem que não botei fora o que ganhei.

O PASQUIM - Quer dizer que o Luizinho está garantido ?

GONZAGA – Luizinho tem uma reguenguela muito boa.

O PASQUIM – Você deu um conselho pro seu filho na televisão, mandando ele não compor nem gravar, pra ele ser economista e juntar dinheiro. Você tem medo do futuro ?

GONZAGA – Eu não dei esse conselho a ele. Eu disse pra ele fazer música como passatempo. Ele se formou em Economia. Se existem milhares de rapazes fazendo o diabo pra se formar em Economia, pra serem financistas, porque Luizinho que se encontra formado vai abandonar uma coisa que todo mundo deseja ?

O PASQUIM – Mas ele é um grande compositor, rapaz.

GONZAGA – Mas ele pode ser um grande compositor e trabalhar também.

O PASQUIM – Mas você só compunha e gravava. Você nunca trabalhou na vida ?

GONZAGA – Eu ? E fazer show, carregar sanfona nas costas ? E pular de bonde andando com sanfona na mão e pegar bonde andando com sanfona na mão, não é trabalho ?

O PASQUIM - Tem uma história de Paulo Mendes Campos, não sei se você conhece. Um cara chegou na casa dele e ele estava na máquina escrevendo. Aí ele virou pro Paulinho e disse assim: se eu soubesse escrever eu ia ser igual a você. Nunca ia trabalhar na minha vida.

GONZAGA – Vocês são formidáveis, logo bagunçam o negócio.

O PASQUIM – Mas você estava falando negócio de dinheiro. O que você tem ? Atenção, declaração de bens.

GONZAGA – Dinheiro eu não tenho. Quem guarda dinheiro eu acho que é um besta. Hoje tem essas financeiras por aí, mas não dá pra entender porque o Luizinho não me explica. Quando eu estava no apogeu, o artista não ganhava tanto dinheiro assim. Agora que eu ouço falar que fulano ganha bilhões, que sicrano já comprou um galaxie. Eu nunca usei um carro do ano. Eu sempre usei uma camionete, uma rural porque sempre eu respeitei o meu público. Eu tenho escola no sertão. Eu mantenho uma escola lá até hoje. Ela havia se acabado no passado porque o governo construiu lá um grupo escolar com o meu nome, então a minha escolinha ficou em segundo plano. Mas quando foram conferir os alunos, não cabia no grupo escolar que o governo construiu. Então a minha escolinha se impôs e continua.

O PASQUIM – Onde é ?

GONZAGA – Em Exu, na minha terra. Numa fazenda onde eu nasci. Exu é o município e a fazenda chama-se Araripe, onde eu nasci e me criei. Hoje é uma simples fazenda, onde mora só gente pobre, trabalhadores rurais, e nós temos cento e tantos meninos estudando. Isso não é de hoje. Já tem mais de dez anos. Em Miguel Pereira eu também tenho uma escolinha. Eu tenho mania de escola porque eu não tive escola, então eu tenho que dar escola, porque eu sei a falta que me faz. Eu gasto, tenho família numerosa. Quando eu vou pro norte eu levo sanfona, duas , três no carro pra distribuir pra aquelas pessoas. Eu dou muita esmola, mas não gosto de meter a mão no bolso e dar pro povo ver. Eu faço minhas caridades escondido pra fugir da exploração.

ENTREVISTA EXTRAÍDA DO BLOG:
falasmusicais.blogspot.com


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ASSISTAM QUARTA 21/05 ( VESPERA DE FERIADO ) AS 19 HORAS
PROGRAMA MANOS E MINAS

Esse programa visa valorizar as grandes iniciativas culturais e demais expressões artistícas na periferia.

Apresentação :
Rappin hood

Jah Nomoh apresenta o Centro Cultural da Juventude e grupos de Rap em destaque por ele gravado.


AGUARDEM EM BREVE
O GRANDE LANÇAMENTO DO ANO!!!
MAS ENQUANTO O CD NÃO SAI, FIQUE ATENTO ACESSANDO:

LINKS:
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MISSIGENA SOUNDS




Missigena Sounds é uma ferramenta musical itinerante, criada pelo baixista potiguar K. Celino (aka Braadubb), cuja missão principal é divulgar raiz e cultura para todos. Braadubb está envolvido com a música reggae desde 1995, mas as atividades culturais só foram iniciadas em 2001 quando surgiram as primeiras produções musicais junto à banda Monte Sião (Natal-RN). A equipe de som potiguar n° 1 especializada em reggae veio a consolidar-se apenas em 2005 com o suporte e a "rastitude" de Ras Meza (aka Lula meets dub). Hoje as atividades são direcionadas exclusivamente às produções independentes, à promoção da música reggae e à constante atualização do arsenal usado para transmitir a Mensagem. Revelam-se nesta transmissão a forte influência do dub de vanguarda e a mistura da música de raiz, da psicodelia e da positividade às palavras de consciência, paz e meditação transmitidas em meio as potentes linhas subgraves. Um microfone, alguns efeitos e muitas pedras pesadas rolando nos toca-discos são as idéias. Novas propostas para levar a cultura "soundsystem" à juventude dos guetos serão sempre bem vindas. Divulgar o reggae em seus fundamentos é o nosso objetivo, sempre caminhando em frente com muita fé em Jah.


LINK: www.myspace.com/missigenasounds



BATIDAS QUEBRADAS E MUITO MAIS NO
INFERNO CLUB.....

Por Thiago Dj


Punkadão

Punkadão é uma festa itinerante, essa é a terceira edição no Inferno, renomado clube na região da Consolação.

Punkadão tem como base sonora as batidas quebradas sejam do Breakbeat, do Funk, Electro, Ghetto Tech, Miami Bass ou do tão falado Maximal (também conhecido como New Rave). Tudo isso executado por uma banca de DJs renomados que tem influências variadas do Rock, Jungle e Big Beat. Preparem-se para dançar até o sol raiar!!!

Serviço:

Punkadão

Maximal - Breakbeat - Electro - Miami - Funk - Ghetto Tech

Sábado (17/05/08) à partir das 00:00

00:00 Reverse Tunes

01:00 Terror Duo

02:00 Zégon

03:00 Roots Rock Revolution

04:00 Adrian Gonzalez (Spektre / Argentina)

05:00 Daft Funk

06:00 Pilha x Thiago DJ x Amauri Homeless

Inferno

R. Augusta, 501 – Consolação – São Paulo/SP

R$ 10 na lista ou com Flyer / R$15 na porta – Listas p/ lista@infernoclub.com.br - colocando "Punkadão" no assunto

Promoção: Mulher com nome na lista entra free até a 01:00

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Zé Gonzalez aka DJ Zegon

Ex-DJ do conceituado e seminal grupo Planet Hemp, Zé Gonzalez é o começo e o resumo da atual música que rola nos clubes do mundo. Hip-Hop? Rock? Hardcore? Miami Bass? Bmore? Maximal? Ragga? Sim, o cara é tudo isso e mais um pouco, residente das festas On The Rocks (Rock), Chocolate (Hip-Hop) e Crew (Maximal), Zegonz debuta agora no Punkadão. Seus sets são insanos mixando de 2 Live Crew à Breeders e de Black Sabbath à Bomb the Bass, passando por Public enemy, produções próprias e chegando ao tão falado Bmore. Sempre colocando muitos Scratches, Back2Backs e colagens que deixam o público de boca aberta.

Links:

http://www.myspace.com/djzegon

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Pilha x ThiagoDJ x Amauri Homeless

Pra fechar a noite um encontro freqüente nos treinos que acontecem praticamente toda semana na vila Pompéia, mas que agora sobe aos palcos. Esses três vão tacar fogo no Inferno tocando com 2 mixers e 4 cdjs, mandando um mix maluco de Miami Bass, Funk Carioca, Breakbeat e surpresas rockers...

Links:

Thiago DJ Miami Breaks 7

http://www.4shared.com/file/26671845/b6df8869/Thiago_DJ_Miami_Breaks_7.html

www.myspace.com/thiagodjbrb

Thiago DJ x Amauri Homeless - Técnica, Atitude, Pesquisa, Companheirismo 7 (15-04-08)

http://www.zshare.net/audio/11047634ca7884d2/

Thiago DJ, Pilha & Amauri Homeless - Break After Hour

http://www.4shared.com/file/38125283/388cb4da/Thiago_DJ_Pilha__Amauri_Homeless_-_Break_After_Hour_128.html

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TerrorDuo

Definidos em seu MySpace como "2 Etapas, Chinese pop, Death Metal"; o TerrorDuo faz sua estréia em pistas nesta sexta e agrega influências de Dub e Electro em seus sons, confiram o Mashup de MiaVsTemptationTerrorremix na página dos caras.

Link:

http://www.myspace.com/terrorduo

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Daft Funk

O agora já consolidado Daft Funk, que teve sua estréia no Punkadão anterior na toy, volta ao palco com suas máscaras estilo "Mucha Lucha" e seus agasalhos de "Calaveira", mantendo-se uma incógnita. Mas certa é a mistura de Miami Bass, Maximal, Electro, Breaks e Funk Carioca que continua fervendo com o auxilio de vários tipos de mídias, equipamentos e material humano, como laptops, samplers, vinis, CDs e belas dançarinas!!!

A banca tem produções próprias como o Mash-up "Around the world - Daft Punk vs Deise Tigrona ft. MC Créu", e mistura à isso clássicos de Afrika Bambaataa, 2 Live Crew, Groove Armada, Cidinho e Doca e até Run DMC...

Daft Funk é uma Crew paulistana viciada em batidas gordas e quebradas!!!

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Roots Rock Revolution

Revelação da música eletrônica brasileira, o Roots Rock Revolution, já se apresentou no festival Motomix ao lado dos rockeiros Eagles of Death Metal. O som dos caras é uma mistura de Electro, Miami Bass, Breakbeat, Funk e muito old School temperado por vinhetas e mashups de autoria própria!!!

Link:

http://www.myspace.com/rootsrockrevolution



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Reverse Tunes

Seu Set vem recheado com as mais atuais influências do breakcore, com batidas mais lentas e dançantes e guitarras que remetem à Surf Music!!!

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Adrian Gonzalez

Veterano na cena eletrônica de Buenos Aires, o DJ e Produtor Adrian Gonzalez fará no Punkadão sua primeira apresentação na tour brasileira. Com apenas 24 anos, ele é sem dúvida um dos maiores expoentes do Breakbeat Argentino, influenciado por Fatboy Slim, Stanton Warriors e Scratch Perverts, suas apresentações conseguem uma perfeita combinação que fazem seus ecléticos Sets muito divertidos, dançantes e originais. Em seus sets não predominam apenas um estilo de batidas quebradas, e sim uma fusão de ritmos inesperadas de diferentes texturas, sons, efeitos e toques de groove, somando a isso ótimos Scratches!!!

Banda - RETRO


Jukebox por Luciano Xis



"Nos éramos uma banda recifense, de colégio que deu certo. Soamos meio powerpop: guitarrinhas saturadas e big muffadas, tecladinhos graves e dissonantes, bateria com maionese, catchup e mostarda (dijon, por favor). Músicas curtas, melodias cativantes e pouco obvias (espero)" Assim os integrantes do Retro se definem, deixando de lado toda aquela cena de Recife de bandas como Monbojó, Mundo Livre S/A, Nação Zumbi e afins. Eles nos mostram que lá também existe uma galera que faz outro tipo de som além dos batuques dos tambores e das miscelâneas musicas e culturais a qual todos nós já estamos acostumados. Sonoridade Pop sim, porém não confundam com o Pop do Jota Quest, ou do Capital Inicial, se trata de um Pop mais refinado, os estilo Ludov ou Pato Fú, com bom gosto e identidade própria, identidade essa que os rapazes puxaram de seus conterrâneos de Pernambuco, fazendo o que gostam e sem perder sua autenticidade e originalidade.

ouçam a banda : http://www.tramavirtual.com.br/artista.jsp?id=10916

Luciano Xis é Dj. e vocalista da banda Infame Fortuna

www.fotolog.com/xistreze;

www.myspace.com/xistreze

Voçê gostaria de ver sua banda sendo comentada por aqui ?

Envie seu material para: xistreze@yahoo.com.br



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ELA SABE RABISCAR COMO CRIANÇA, FAZ ARTE COMO UMA INGÊNUA ADOLESCENTE, MAS É UMA SUPER ARTISTA NO MEIO DE GENTE GRANDE...
PRA VOCÊ QUE NÃO CONHEÇE ESSA GRANDE ARTISTA,
REVELAÇÃO DA ARTE DE RUA E GENTE NOSSA?

COM VOCÊS SENHORITA PURKÊ?

NUM PEDAÇO DE PAPEL ELA VIAJA NUM MUNDO NÃO TÃO DISTANTE ASSIM,

SE INSPIRA NELA MESMA PRA REALIZAR SUAS OBRAS DE ARTE,

CONCLUI TODAS ELAS COM PROFISSIONALISMO, AMOR E ORIGINALIDADE,

AO SOM DE BOA MÚSICA SEUS SIMPLES RABISCOS
SE TRANFORMAN EM HARMONIA,


ONDE A NATUREZA SEMPRE ESTARÁ PRESENTE E VIVA EM NOSSO COTIDIANO.
CONHEÇA MAIS SOBRE ESSA CELEBRIDADE, ACESSANDO:
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Inicio do Projeto de Pesquisa
“Encantos Urbanos: A Margem da Memória”,
com a iniciativa do Programa para
Valorização de Iniciativas Culturais - VAI.

O Projeto pretende registrar por meio de documentários, a história de bandas que estão atuando na cena paulistana, pretendendo assim, ser agentes para a valorização, reconhecimento e registro de manifestações artísticas alternativas em plena atividade na cidade de São Paulo.

Inicia convidando músicos como Léo de Abreu e Mestre Brasília.

22/05 – Sarau Cultural – Paraty (RJ)

Local: Oficina Da Arte.
Rua Noel Rosa - 9.
Bairro: Portal Das Artes - Paraty / RJ.
(Atrás da Padaria do “Portal do Pão” em frente a “Pousada Cicerone” a partir das 21h).

24/05 – Céu Butantã - Sarau do Querô.

Av. Engenheiro Heitor Antônio Eiras Garcia 1.870 – Rio Pequeno

(Próximo ao Shopping Raposo às 16h).

25/05 – Casa das Rosas

Av. Paulista, 37 - Bela Vista, às 15h.

31/05 – Videoteca Popular

Rua Nossa Senhora do Nazaré, 51. Cidade Dutra

(Próximo ao Sonda Cidade Dutra).

15/06 – Centro Cultural da Juventude – CCJ

Av. Deputado Emílio Carlos, 3641 - Vila Nova Cachoeirinha, às 15h.

Saiba mais no Blog:

http://oencantarealejo.blogspot.com

http://www.myspace.com/oencantarealejo





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Toy Art por Shanom, feitos com restos de tecidos e muito criatividade


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Agendas Feitas com materiais recicláveis


CHEIRO DE FULÔ

Mulheres de Atitude sabem o que devem usar nas melhores horas.


Expressões do blues




O blues sempre fez uso de diversas gírias e expressões em suas letras. Muitas vezes as pessoas fazem a tradução literal das palavras, alterando assim o conteúdo e a mensagem escrita na canção.
Listo a seguir diversas expressões contidas nas letras de blues, desde os primórdios:

Alcorub: Significa esfregar álcool para amenizar dores musculares e ósseas. Além disso, era também utilizado para inalar, uma forma para ficar "doidão". Sua inalação não era aconselhável. Era barata, fácil de ser obtida e mesmo sendo um veneno acumulativo, algumas pessoas desesperadas por álcool fizeram uso, sofrendo efeitos adversos.

Back door man ou friend:
Era o amante de uma mulher casada que fugia pela porta de trás
da casa quando o marido chegava.

Balling the jack: Era um termo muito utilizado no início do século XX na América pelos ferroviários, e significa "correr em alta velocidade". "Jack" = locomotiva e "Balling" = trabalhar rápido. Mais tarde esta expressão ganhou outros significados, como "fazer sexo", "dançar, divertir-se". "Ball and the Jack" também era um movimento de dança nos anos 40.

Barrelhouse: Refere-se a uma bebida muito barata e a um estabelecimento de dança. O termo "barrel house" origina-se do lugar onde barris de bebidas alcoólicas poderiam ser encontradas. O significado do termo veio a mudar mais tarde, referindo-se a um tipo rústico de estilo musical que provinha destes estabelecimentos.

Biscuit: Uma desejável jovem garota era chamada de "biscuit" e uma boa amante era chamada de "biscuit roller".

Black cat bone: Parte da magia negra para trazer um amor difícil. Todo gato preto traz consigo um osso que irá garantir a seu possuidor invisibilidade ou poderá ser usado para trazer de volta um amor perdido. Para assegurar-se deste osso, um gato preto deve ser jogado vivo dentro de um caldeirão de água fervendo à meia-noite. O animal morre em agonia e o praticante ferve a carcaça até que a carne se solte dos ossos. Uma vez achado, o osso do gato preto é carregado em uma sacola mágica e untado com óleo Van Van para trazer de volta o amor perdido. O óleo ou a gordura do gato é engarrafada para ser usada como vela e para afastar invejosos.

Boogie chillun: "Chillun" é simplesmente uma pronuncia sulista para a palavra "children" (criança).
A palavra "boogie" possui vários significados: "mover-se rapidamente", "dançar (rock)", e "festejar".

Canned heat: Uma bebida letal obtida através da extração de álcool que era vendido como combustível para cozinhar fora de casa. Poderia ser comprada de comerciantes que fizeram muito dinheiro com este processo. Uma bebida similar poderia ser obtida após filtrar álcool contaminado de determinadas marcas de polimento para sapatos.

Captain: Capitão de uma prisão.

Casey Jones: Engenheiro de locomotivas que tornou-se um herói e uma figura popular no final do século XIX.

Cold in hand: Significa estar sem dinheiro.

Crepe(r): Uma mulher em questão colocaria um crepe(r) em sua porta para declarar a morte de seus sentimentos por um homem.

Doney/doe: Uma mulher sem caráter (uma gíria que não é mais utilizada hoje em dia).

Dry long so: A frase é uma discrição dialética de "ser pobre".

Dust my broom: Provavelmente significa "estar prestes a ir embora".

Eagle rock: Uma das mais populares danças dos anos 20, assim como "Ball the Jack".

Easy rider: Também conhecido como cc rider ou see see rider, é uma metáfora de blues para um parceiro sexual. Originalmente ele referia-se à guitarra pendurada nas costas do bluesman enquanto viajava. A palavra "easy" tem diferentes significados para homens e mulheres: aplicada à uma mulher, é uma expressão de admiração, mas aplicada à um homem, este geralmente carrega o significado de uma pessoa infiel e desonesta.

Faror: Um sinônimo do Mississippi blues para "namorada". "Faror" é uma gíria sulista para "fair one" (fiel).

Georgia Crawl: Poderia ser uma dança originada na Georgia, provavelmente menos sexy do
que outras danças do blues.

Goofer/goofy dust: É uma terra bem porosa, tipo pó, que era colhida de um túmulo preferivelmente de uma criança. Esse pó era colocado em cima do travesseiro da vítima, em volta de sua casa ou em suas roupas, de maneira a jogar o encantamento na vítima ou trazer a morte (magia negra).

High yeller: Uma pessoa negra que possuía traços finos.

Hobo: Fugitivo que se escondia em um trem de carga. Quando não havia comida suficiente numa fazenda para alimentar a todos, os jovens alcançavam as trilhas esperando encontrar algum trabalho ao longo do caminho.

Hokum: Um subgênero de "Urban Blues", que era muito popular no final dos anos 20 e início dos anos 30. É caracterizado por ritmos bem dançantes e letras inteligentes.

Honey dripper: Metáfora para amante.

Hoodoo: Hoodoo é a mesma coisa que Voodoo. Prática de magia originada na África e desenvolvida mais tarde principalmente no sul dos EUA. Os negros preferem utilizar a palavra Hoodoo ao invés de Voodoo.

Hot foot powder: Hot Food Powder e Hot Foot Oil são fórmulas de voodoo utilizadas para afastar pessoas que não são bem vindas a sua casa. Traz paz ao lar.

Jelly roll: é literalmente uma geléia usada em alguns tipos de bolos/tortas. No blues é uma metáfora para genitais femininos. Os termos culinários no blues são bastante comuns.

Jinx: Alguém que traz muito azar.

Jitterbug(gin): Jitterbug era uma dança muito popular nos anos 40. Pode ser também estado de pânico ou nervosismo.

Jivin: Jive é uma gíria sulista para "contar mentiras". Jive tambem é um estilo de Jazz dos anos 30, menos complexo que estilos posteriores. "Jivin" = dançando o Jive.

Juju: Um feitiço, assim como Mojo.

Mojo: Feitiço usado em casos amorosos ou contra alguém. Poderes mágicos. Acredita-se que o termo em Inglês "magic" sofreu alterações ao longo dos anos, transformando-se em "mojo".

Monkey: Desejo desesperado por drogas. "Monkey on ones back" significa um problema grande e persistente. Pode também ser considerado como genital masculino/feminino.

Monkey man: Gíria afro-americana para negros. É também conhecido como um "amor de fora" (amante) - assim como "back door man".

Moonshine: Whiskey vendido ilegalmente. Começou a fazer parte da história americana no início da Guerra Civil. O whiskey e o tabaco foram taxados com o intuito de arrecadar fundos para sustentar o exército. Com o final da guerra, as taxas continuaram em vigor, assim, moonshiners (produtores do whiskey ilegal) foram caçados. A estimativa do governo americano é de que naquela época foram vendidos entre 5 a 10 bilhões de galões de bebida ilegal (1 galão na América corresponde a aproximadamente 3,7 litros). Moonshiners tornaram-se populares principalmente no sul dos EUA, como Tennessee, norte da Georgia, Carolina do Norte e do Sul e Virginia.

(Mr.) Charlie: Homem branco ou pessoas brancas em geral. Variações: Charlie, Boss Charlie. Além disso, mr. Charlie é provavelmente gíria de prisão para "guarda".

Policy game: Jogo de combinação de números.

Rambling: Divagar, caminhar sem destino.

Revenue man: Oficiais do governo encarregados de procurar destilarias ilegais durante a Lei Seca. Outra possibilidade seria de um homem cobrador de impostos, taxas, etc.

Rider: Uma namorada ou amante.

Riding the blinds: Viajantes ilegais que se escondiam nos trens, entre as bagagens.

Roadhouse: Bares situados geralmente fora dos limites da cidade, que forneciam bebidas, refeições, danças e música.

Roll: O termo "roll" significa ser roubado/passado para trás, por um cafetão. O termo "roller" significaria o próprio cafetão.

Rounder: Um canalha, capaz de roubar sua mulher.

Salty dog: Parceiro sexual

Artigo retirado do http://www.blueseveryday.blogspot.com/2007_10_01_archive.html


D.E.I.C

Estilo e bom gosto, você encontra com quem sabe valorizar os velhos tempos.


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Artesanatos únicos feitos com materiais reciclaveis nos variados tipos; brincos em chapas de raio-x é só um bom e inteligente exemplo pra você que gosta de andar vestindo arte.



ENTREVISTA - DJ Thaty (More Trance) para Zuvuya.net

Texto por Redação Zuvuya

Thaty conheceu o universo psicodélico em 1997, momento em que as influências goa trance marcavam o cenário. Freqüentadora assídua de festivais, começou a tocar impulsionada pela paixão à atmosfera intrigante da psicodelia e do conceito undergound das primeiras manifestações do gênero. Idealizadora da festa MORETRANCE, que resgata a real essência das celebrações, focando publico menor e interativo que aprecie a psicodelia como uma filosofia vital.

Seu estilo é o PSYTRANCE (full on night e dark psychedelic), e desenvolve sets com grande precisão em suas técnicas de mixagem, além do carisma marcante, transferindo para o dancefloor uma atmosfera musical instigante e muito dançante. Destaque para seus sets de transição, marcado por som sério e sinérgico. Em 2007, em parceria com Kaigang, lançou sua primeira track no estilo full on night no aclamado portal Beatport.


1. Thaty, conte um pouco mais de sua história, como começou sua paixão pela música e como chegou ao Trance psicodélico?

Quando criança fui bailarina por 9 anos, e por conta disso tinha bastante intimidade com música clássica e contemporânea, onde os passos estão profundamente ligados à contagens e tempos da música e de certa forma toda essa noção musical preparou meu ouvido, tornando-o cada vez mais apurado...

Sempre fui muito ligada à musica eletrônica. Na fase do colégio eu ouvia techno house e drumm bass, e também me interessava por músicas de conteúdo melódico como era o estilo do Robert Milles...Mas o dia em que tudo começou (rsssss) foi exatamente aos 13 de fevereiro de 1997, numa festa rave que rolou em Aldeia da Serra (40min de SP) quando o Thomas (Daime Tribe) chegou numa sexta-feira a noite com a idéia de todos conhecermos uma festa rave de trance psicodélico! Morava muito perto da casa do Thomas e os amigos frequentemente se encontravam lá pra ouvir as novidades em termos de música eletrônica que ele havia acabado de trazer da Alemanha...

Já naquela época eu fiquei fascinada pela atmosfera intrigante da psicodelia e a partir daí todos os finais de semana da minha vida ficaram comprometidos hehehe. Passei a me focar nessa linha de som, conhecendo todas as festas que promoviam a cultura psicodélica, e foi nesse período que conheci projetos pioneiros como o Klatu Barada Nikto, Persone, Freak a Delic, e até mesmo as noites psicodélicas que rolavam no Botechno.

Foi um momento glorioso do trance, onde os poucos que faziam parte vivenciavam os ideais, defendiam o estilo e tinham inserido o trance no seu contexto diário. Foi toda essa beleza lúdica que cada vez mais me cativava e no fundo eu já manifestava o desejo de tocar. Aí em 2003 comprei os equipamentos e com a ajuda de amigos, comecei a treinar. Tanto os amigos quanto grandes nomes do cenário nacional foram referências essenciais para o meu trabalho!

2. Como você define seu estilo hoje em dia e como ele evoluiu para a linha de som que você toca hoje?

Eu sempre gostei de som um pouco mais pesado. Tanto quando ouvia techno, sempre buscava festas de hard ou acid, e o drummbass por essência já tinha mais impacto, que era o que me “chamava”. Daí quando conheci o trance, comecei ouvindo Goa... Era uma construção musical surreal, bonita de se ouvir, absurdamente envolvente! Acho que é a real vertente onde vc absorve a idéia da psicodelia em todos os aspectos.

Após o goa conheci o dark psychedelic e o full on (e vertentes, como o full on night), este último carregado de melodias e com aquela pegada “groove”... Foi esse estilo que me motivou a começar a tocar. Só que ao longo do tempo a construção musical do full on começou a estacionar, muita gente produzindo material igual; faltava uma identidade mais forte, e foi aí que busquei conhecer mais a fundo alguns projetos de dark. Muitos dos amigos que eu mais aprecio tocavam este estilo, e a cada projeto que eu conhecia, mais eu me interessava em explorar sons pesados, e foi daí que veio minha vontade de conhecer mais. Comecei tocando full on, mas logo que conheci o full on night tive a certeza que era minha linha!

Hoje em dia o que eu gosto meeeeesmo é de fazer sets de transição, pegando a pista no dark, levando para o full on night... Assim, consigo hoje em dia estar entre 2 estilos que adoro e que de certa forma me sinto intimamente ligada. Ano passado, em parceria com um amigo, fiz minha primeira música, que foi lançada no Beatport, e foi uma experiência sensacional!


3. O que você pode esperar quando está em um dancefloor e Dj Thaty está tocando?

Ah pode esperar que vai vir som pesado rssss... Mas eu tenho tocado mais vezes e essa experiência tem me ensinado a analisar a pista pra jamais jogar um som que distoe da linha que foi trabalhada pelo ultimo dj que tocou antes de mim... nunca deixo que o som seja mais pesado do que o público está esperando sabe, então o feeling nessa hora entra em ação!

4. Você tem uma participação ativa em diversos projetos relacionados ao psytrance. Um deles é a festa More Trance. O que inspirou você a dar esse nome? Que direções a festa tomou hoje?

A Moretrance nasceu de uma idéia despretenciosa de se fazer uma festa pequena, pra poucas pessoas, proporcionando um ambiente bacana para que as pessoas voltassem a valorizar mais o trance como arte e musica. O nome veio da idéia de focar a realização da festa numa idéia puramente trance. Nesse período (novembro de 2005) a cena vivia um momento de fortes influências de estilos progressivos, e muitos núcleos passaram a fazer festas produzindo um line up integral com artistas na linha low bpm.

Pensando nisso, a Moretrance veio para passar a mensagem de festa que acreditava na riqueza do trance e queria resgatar uma festa totalmente psicodélica. Grande nomes se apresentaram mostrando seu material groove, em destaque o grande dj Rica Amaral. A primeira edição foi feita com um line 100% trance.

Algumas edições posteriores abriram as portas para sons experimentais, com melodias progressivas e minimalistas. Mas a última edição que ocorreu em dezembro de 2007, e que particularmente foi a que mais gostei, foi totalmente produzida com base no dark psychedelic e vertentes (progressive dark, minimal dark). Nunca quis que a Moretrance crescesse e tomasse um outro rumo... Acho que o diferencial dela é exatamente este, preservar as raízes das manifestações realmente psicodélicas, focando um publico menor, interativo, que está na pista entendendo o som que está sendo repruduzido, e não produzir uma festa pensando em cifras, volume de gente e mensagem zero.

5. A More Trance Djs veio antes ou depois da More Trance party?

A Agência More Djs veio depois. A festa Moretrance teve a primeira edição em novembro de 2005, e a agência surgiu no começo do ano passado, com a proposta de administrar de maneira profissional o trabalho dos artistas que fazem parte.

6. Como funciona a Agência de djs hoje em dia?

Basicamente, nosso casting é composto por um artista em cada estilo, para que todos tenham igual oportunidade. Então, se determinada festa nos pede a indicação de um dj de determinado estilo, vou indicar o único artista do estilo que temos. Acredito que assim a agencia atua de forma justa, sem dar preferência pra um artista em detrimento de outro.Estamos presentes na cena, realizando contatos, realizando um trabalho com valores justos.



7. Como profissional quais são seus planos para o futuro?

Num futuro bem próximo pretendo tocar em mais festivais psicodélicos, de dentro e fora do país também... A música evolui de forma muito rápida, como informação...

Sinceramente se parar pra pensar nos rumos que a música pode tomar daqui a 1 ou 2 anos, não saberia dizer qual estilo predominariam mas espero que o trance ainda esteja em destaque, e gostaria muito de poder produzir um festival pequeno tendo como base o goatrance! Estou idealizando um outro projeto para este ano, acredito que em setembro ele já tenha amadurecido, na linha dark.

8. Como você vê a cena psytrance hoje em dia em São Paulo e no Brasil?

E como a More Trance contribui para melhorar o cenário? Putz, perguntinha polêmica hein ehehehehhe! Hoje infelizmente a cena psytrance está atravessando uma fase triste e as previsões não animam muito. Vejo que alguns djs que antes defendiam fervorosamente o psytrance hoje em dia migraram para outra linha, como se o trance tivesse chego a um limite e não pudesse mais ser explorado...

Posso estar errada ou com um olhar muito otimista talvez, mas acredito que o trance é muito mais complexo e rico; tem muita gente que ainda não conheceu a fundo a sua mensagem, sua história... Sei lá, acho que quem gosta de verdade do trance não consegue muito aceitar que ele esteja numa fase decadente. Decadente não é o som, mas sim o ambiente que se criou nos últimos tempos e ultimas festas que podemos acompanhar.

Entrou muita gente no cenário que se deslumbrou com a grandiosidade das mega festas que mais parecem shows de rock e quiseram fazer disso uma fonte de renda; outros com objetivos e visões muito distorcidas entraram pra conhecer o universo psicodélico e consigo trouxeram algo de negativo, de tanto que a mídia sensacionalista insistiu em divulgar... Era melhor enquanto poucos conheciam, pois esses poucos cuidavam da beleza e da história que deixou de ser apreciada e em certos lugares até se banalizou. Aí vieram questões mais complexas como o uso abusivo de drogas por parte de pessoas que não possuem sequer noção do que é o trance e vão pras festas pra praticar seu modismo exacerbado...

Como era bom há anos atrás, chegar numa festa na madrugada, andar kilometros ate chegar na festa, e encontrar um ambiente puro e cheio de energia boa! Hoje em dia esse sentimento deixou de existir, a menos que você esteja num festival. Eu particularmente sempre gostei, sempre fui e acho que só em festival você consegue entender um pouco da idéia do que é ser um tranceiro.

Você interage de forma verdadeira com o outro, participa da diversidade cultural, o pensamento coletivo é natural e puro, pessoas de todo o mundo dançando no mesmo ritmo... Felizes somos nós Brasileiros por termos tanta riqueza natural a possibilitar festivais em lugares alucinantes! Vale citar: Universo Paralello, Trancendence, Tranceformation... Ano passado tive a oportunidade de pegar uma festa one day party em Goiânia, e pude perceber a diferença. No Cerrado a cena ainda tem aquele aspecto mais roots, bem diferente do que vemos em São Paulo ultimamente. Adoro as festas e festivais que rolam na região Centro-Oeste do Brasil.

O Clima, as pessoas, tudo se funde numa beleza sem igual. Atualmente vc chega nas festas e é sempre aquela coisa artificial, sentimentos artificiais, pessoas artificiais, interação zero, músicas ruins. O cenário em si está caótico, mas o que quero ressaltar é que embora esteja ruim, não perco a vontade de ouvir trance, de tocar trance...sinceramente acho que não vou conseguir perder essa paixão.. O jeito então é de fazermos nós as nossas festas, pequenas porém belas.

9. Um sonho da Dj Thaty Ah, tenho uns 3 posso falar?

Rsss....Um grande sonho é poder produzir um álbum de full on night! Outro é de poder um dia me apresentar num festival como Boom Festival, num dance floor noturno sob a lua cheia, e o ultimo: uma edição da Moretrance como festival de 5 dias, com os maiores nomes da cena, mas que tivesse o poder transformador e trouxesse aquela magia inicial que o cenário possuía!!

Maiores contatos:
55 11 93455848

http://aladdiny.blogspot.com/